O médico André Caetano destacou a importância da prevenção e alertou sobre os riscos do diagnóstico tardio do câncer de próstata durante uma palestra realizada na noite da última quarta-feira (5), no Lions Clube em São Miguel do Iguaçu, em alusão ao movimento Novembro Azul.
Em entrevista ao Costa Oeste News, o palestrante enfatizou que a principal barreira à detecção precoce da doença é o medo do exame de toque retal, que ele classificou como o mais confiável para o rastreio.
Diagnóstico precoce é a chave da sobrevida
De acordo com o Dr. Caetano, a demora na busca por cuidados preventivos faz com que o tratamento seja mais tardio e a evolução do quadro, mais drástica. O médico ressaltou a diferença crucial entre a detecção em tempo: se o câncer é diagnosticado em sua fase inicial, o tratamento é mais rápido e a taxa de sobrevida é “altíssima”. Por outro lado, o diagnóstico tardio implica uma taxa de mortalidade também “altíssima”.
O médico rebateu o argumento de que apenas o exame de sangue (PSA) é suficiente para o diagnóstico. Ele explicou que o PSA é apenas uma parte da avaliação e citou pesquisas que apontam que uma porcentagem significativa de cânceres de próstata são diagnosticados com o PSA dentro da normalidade.
“O que a população tem que entender é o seguinte: que o toque retal é o exame mais fidedigno pelo fato de que o profissional médico, quando faz o toque, ele vai sentir a textura, o tamanho e ver se tem algumas ondulações na próstata, e isso vai fazer com que o diagnóstico seja mais rápido,” explicou.
Segundo o profissional, é necessário que o homem perca a “vaidade” — que funciona como uma “blindagem” — para passar pelo procedimento. “Se eles querem ter uma vida mais longa com seus netos, com seus bisnetos, eles têm que passar por esse processo, senão eles, infelizmente, vão ser ceifados antes de conseguir viver por mais tempo com a sua família,” pontuou.
Fonte – Costa Oeste News

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